SEGUNDA, 10/10/2016, 19:18

Estudantes ocupam oito escolas em Londrina

Os estudantes protestam contra os cortes do governo federal e apoiam a greve geral do funcionalismo público.

De sexta-feira até a noite de ontem oito escolas estaduais haviam sido ocupadas por estudantes em Londrina. Oficialmente o Núcleo Regional de Educação reconhece quatro instituições em que os diretores fizeram o protocolo de ocupação no órgão que representa a Secretaria Estadual de Educação na região.

Segundo a chefe do Núcleo Regional de Educação, Lúcia Cortez, oficialmente estão ocupadas as escolas Albino Feijó, Maria Aguilera, Vani Ruiz, e o Colégio Margarida, as quatro na região sul de Londrina, os estudantes não tem acesso às áreas administrativas das instituições.

Lúcia reforça para que os pais estejam atentos e próximos aos filhos durante a permanência nas instituições, porque o núcleo não tem acesso aos prédios das unidades e nem sabem quem são os estudantes que estão realmente nas unidades.

Enquanto o Núcleo Regional de educação divulga quatro escolas ocupadas, o movimento “Ocupa Londrina”, em sua página no facebook, aponta oito unidades de ensino como ocupadas por estudantes, além das quatro que oficialmente foram apontadas pelo Núcleo regional de Educação estão: no centro da cidade, Hugo Simas e Aplicação, Polivalente região oeste, e Willie Davids, também na área central.

Nossa reportagem tentou gravar entrevista com o presidente da Associação dos Estudantes do Norte do Paraná, Thiago Martinez, mas ele preferiu não gravar entrevista.  Tentamos gravar com outros estudantes do movimento e representantes da Associação, mas não quiseram falar com nossa reportagem.  

A atitude é em protesto a PEC 241, do governo federal, que limita os gastos na educação e corta disciplinas no ensino médio. Além de apoiarem a greve geral dos professores e do funcionalismo público estadual depois de o governo do estado não cumprir acordos feitos antes do fim da última greve, acordos esses que se referem ao reajuste salarial.

Nossa reportagem não conseguiu contato com nenhum dos diretores das instituições ocupadas.

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