SEGUNDA, 14/09/2020, 06:20

Especialistas elogiam decreto da Lei Seca e falam em momento crítico da doença na cidade

Médico sanitarista e ex-secretário de Saúde de Londrina, diz que decisão foi correta e se mostra preocupado com os números das próximas semanas, mesmo com as novas medidas determinadas pela Prefeitura.

Se para os empresários do setor, a chamada Lei Seca, decretada pelo prefeito Marcelo Belinati na sexta-feira, caiu como uma bomba e gerou protestos, inclusive com uma manifestação na frente da Prefeitura, para os especialistas na área da saúde, a decisão foi acertada e veio em boa hora.

Nas justificativas do novo Decreto, que veio após outra norma municipal que fechou todos os bares da cidade um dia antes, um dos argumentos utilizados foi o do aumento dos índices de transmissão e de positividade da Covid-19 nas últimas semanas na cidade e o fato de que aproximadamente metade dos casos confirmados em Londrina são registrados entre os jovens.

A médica Janne Takahara, que faz parte do Comitê Coronavírus da Sociedade Paranaense de Pneumologia, avalia que a medida da Prefeitura foi providencial. Ela fala em momento crítico da Covid-19 e afirma ainda que a preocupação dos profissionais da área é grande, em função do avanço da doença na cidade, com aumento do número de casos confirmados e, principalmente, com a ocupação cada vez maior dos leitos de UTI.

Para o médico sanitarista e ex-secretário de Saúde de Londrina, Gilberto Martins, a decisão também foi correta. Ele se diz preocupado com os números da Covid-19 na cidade nos próximos quinze dias, por conta das aglomerações registradas, principalmente, no feriadão da Independência, apesar das novas medidas.

O ex-secretário, que também é professor da PUC Londrina, avalia que qualquer tipo de decisão que limite o funcionamento de atividades não essenciais, neste momento, deve ajudar a frear o avanço da doença.

O Decreto Municipal que estabelece a chamada lei Seca começou a vigorar na última sexta-feira e é válido por 14 dias.

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