Em nota, Secretaria Estadual de Saúde volta a negar má distribuição de vacinas contra o coronavírus
Sesa diz que nenhum município foi ou está sendo prejudicado, garantindo, inclusive, que já houve a “devida equalização proporcional” para a continuidade da campanha. Estado espera conseguir vacinar pelo menos 80% da população com 18 anos ou mais até o final deste mês
A Secretaria Estadual de Saúde divulgou uma nota neste domingo (8) garantindo que “nenhum município foi ou está sendo prejudicado na distribuição das vacinas” contra o coronavírus no Paraná. O comunicado é mais uma resposta do poder público a diversos questionamentos feitos principalmente por cidades que estariam atrás na vacinação por faixa-etária do chamado público em geral. Vale uma comparação, por exemplo, entre Cambé e Arapongas, que têm populações semelhantes, de cerca de 100 mil habitantes cada. Enquanto que na primeira cidade a campanha atende, atualmente, moradores com 30 anos ou mais, na segunda a vacinação já atende jovens de 22 anos. Entre Londrina e Maringá, a discrepância na faixa-etária também já foi bem expressiva. Enquanto que no primeiro município a vacinação para pessoas de 32 anos teve início apenas nos últimos dias, em Maringá a devida faixa-etária já tinha sido atingida há cerca de duas semanas. Mas na Cidade Canção a campanha segue suspensa justamente por conta da falta de doses. Esse foi o jeito encontrado pela Sesa para fazer a “devida equalização proporcional” entre os municípios. Na nota, a secretaria lembrou ainda que o Plano Nacional de Imunização levou em conta a característica populacional de cada cidade, principalmente no que diz respeito aos chamados grupos prioritários, e que a divisão de doses é “carimbada pelo Ministério da Saúde”.
No comunicado, a Sesa citou justamente o município de Maringá, que está com a campanha suspensa, como exemplo. A cidade, segundo a secretaria, já recebeu 78% das doses distribuídas e vacinou 76,38% da população com uma dose ou dose única. Já a média estadual, conforme a nota, está em 75% na distribuição e com 73,59% de aplicação.
A secretaria fez questão de destacar que o “Paraná é por inteiro, sem divisões ou narrativas segregadoras”, e que esse princípio tem sido levado durante a campanha de vacinação, “com atenção e olhar sensível para todos os municípios de forma indistinta, inclusive com a validação pelo Tribunal de Contas do Estado acerca do método de divisão das doses”.
Até o momento, quase 6,5 milhões de pessoas já receberam pelo menos a primeira dose contra a doença no estado. O número corresponde a 73,7% dos paranaenses de 18 anos ou mais. O secretário estadual de Saúde, Beto Preto, acredita que vai ser possível bater a marca dos 80% de vacinados até o final deste mês, e dos 100% até o final de setembro.
Apesar disso, ele alerta que os cuidados contra a doença precisam continuar.
No final de semana, a secretaria iniciou a distribuição de um novo lote de mais de 400 mil doses de vacinas para as 22 regionais de saúde espalhadas pelo estado. A 17º Regional, por exemplo, deve receber 8.430 unidades da AstraZeneca; 12.066 da Pfizer; e 355 da Janssen para as primeiras doses; e 9.195 da AstraZeneca para as segundas doses. Ao todo, são pouco mais de 30 mil vacinas para a continuidade da campanha em Londrina e região.