Em alerta máximo contra a dengue, 17ª Regional de Saúde sofre com a falta de fumacê e escassez do soro fisiológico
Produto, essencial para a hidratação dos doentes, tem sido racionado nas unidades de saúde, que abrigam atualmente 58 pessoas internadas com sintomas da doença. Epidemia já matou quatro pessoas na região, que, de acordo com o último boletim da Secretaria Estadual de Saúde, acumula o maior número de casos de dengue de todo o estado.
O último boletim da dengue divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde confirmou a região de Londrina como a que tem o maior número de casos confirmados da doença em todo o estado. A 17ª Regional de Saúde, responsável por 21 municípios no norte do Paraná, acumula, desde agosto do ano passado, quando teve início o atual ciclo epidemiológico do mosquito Aedes aegypti, 3.705 casos confirmados. Além disso, quatro pessoas já perderam a vida para a doença na região, em Londrina, Ibiporã, Centenário do Sul e Lupionópolis. Há, ainda, 32 mil casos notificados, sendo que 11 mil deles estão na “fila” para serem oficialmente confirmados, e oito óbitos em investigação.
Os números preocupantes, que chancelam a realidade de uma nova epidemia, foram detalhados pela diretora da 17ª Regional de Saúde, Lúcia Lopes, nesta quarta-feira (5). A especialista participou do CBN Londrina 1ª edição e conversou com a apresentadora Claudia Lima sobre as ações que o poder público têm colocado em prática para combater os focos do Aedes e atender os doentes.
Ela explicou que os doentes estão sendo atendidos nas unidades de saúde primárias, sendo que em Londrina o atendimento ocorre de forma exclusiva na UPA Sabará, e que, caso haja necessidade de internação, eles são transferidos para os hospitais da Zona Norte e da Zona Sul. O Hospital Universitário, conforme Lúcia, também está de prontidão para receber pacientes que precisarem de cuidados mais complexos e tratamento na UTI.
Por outro lado, de acordo com a diretora, a 17ª tem enfrentado uma situação complicada por conta da falta de fumacê para a realização dos mutirões de limpeza e, também, da escassez do soro fisiológico para a hidratação dos doentes nos hospitais. Ela confirmou que o produto tem sido racionado pelas equipes nas unidades, que, atualmente, abrigam 58 pessoas internadas com sintomas da doença.
Lúcia Lopes também fez questão de ressaltar o papel da população na prevenção de novos casos, lembrando que mais de 90% dos criadouros do Aedes são encontrados justamente nas casas das pessoas, e que elas precisam atuar ativamente na eliminação desses focos.