E nos bastidores da Câmara foi dia de esquema especial de trabalho para os servidores, segurança reforçada e pouca gente nas galerias
Do lado de fora, estacionamento quase completamente vazio, nenhum movimento. Apenas uma grade cercava o prédio e deixava o cenário diferente. A Direção da Casa montou um esquema especial de segurança junto com a Polícia Militar, Guarda Municipal e seguranças privados.
A entrada na Câmara foi limitada a servidores, à imprensa e a 190 cidadãos, que deveriam se cadastrar previamente para acompanhar a sessão das galerias.
O cadastramento se encerrou na sexta-feira, com 84 inscritos, e foi reaberto no domingo por meio de uma portaria da presidência da Casa. No total, 106 pessoas se habilitaram a assistir a sessão. Mas na hora do almoço, a galeria se esvaziou e quem saiu não pôde mais voltar.
Para quem esperava uma praça de guerra, a sessão foi bem tranquila. O diretor administrativo da Casa, Sandro Morais, disse que a baixa procura de cidadãos para assistir a sessão surpreendeu.
Nos bastidores da Casa, quase todo mundo trabalhando. Boa parte dos setores, entre eles a Procuradoria, assessoria parlamentar e assessoria de imprensa estavam funcionando. Nos corredores, o clima era de ansiedade pelo fim da Comissão Processante e a volta à normalidade.
Entre alguns vereadores que a reportagem da CBN Londrina conversou, o sentimento era mais ou menos o mesmo.
Na opinião de alguns parlamentares, que preferiram não gravar entrevista, a sensação é de que a Casa gastou muita energia e tempo com a Comissão Processante, logo no primeiro ano da legislatura. Para o vereador Vilson Bittencourt, que votou a favor da cassação, esse foi um processo desgastante para a Câmara.
Em 81 anos, a Câmara Municipal de Londrina teve apenas três sessões de cassação de vereadores como a deste domingo. Boca Aberta é o segundo vereador cassado na história da Casa.