Duas Unidades de Pronto Atendimento da cidade enfrentam superlotação
Na UPA Sabará, que passou a ser exclusiva para a dengue na quarta-feira, primeiro dia teve quase 900 atendimentos, número maior que o do auge da pandemia.
O chamado efeito dominó. Com a explosão na quantidade de casos de dengue e a decisão da Prefeitura de tornar a UPA do Jardim Sabará exclusiva para a doença, a outra Unidade de Pronto Atendimento do município, a do Jardim do Sol, também passou a sofrer com a superlotação. Por lá, a quantidade de atendimentos tem ficado acima dos 650, mais que o dobro da média diária.
Na UPA Sabará, os últimos dias também têm sido de movimento muito acima da média. Na quarta-feira, por exemplo, primeiro dia como exclusiva para os casos de dengue, foram quase 900 atendimentos. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o maior número registrado em apenas 24 horas, desde a inauguração da Unidade em 2013. Superando, inclusive, o auge da pandemia.
Na manhã desta quinta-feira, durante entrevista coletiva de apresentação do LondriPáscoa, iniciativa do Município para estimular o comércio durante a data, o prefeito Marcelo Belinati, falou sobre o assunto e disse que a cidade, mais uma vez, está à beira de uma epidemia da doença e não descartou um decreto estabelecendo situação de emergência, como fez Ibiporã.
Perguntado sobre o fato de pacientes de cidades vizinhas buscarem atendimento para a dengue na UPA Sabará, Belinati disse que Londrina é referência na saúde para diversos municípios e que isso já acontece com frequência.
A exclusividade da UPA Sabará para o atendimento da dengue faz parte de um plano emergencial da Prefeitura para tentar frear o avanço da doença. A Secretaria Municipal de Saúde também anunciou a volta dos mutirões de limpeza, aos sábados, nas regiões com as maiores taxas de infestação pelo Aedes aegypti. Segundo a pasta, o Jardim Parati e o conjunto Chefe Newton, na zona norte, são os primeiros da lista.
Em 2023, Londrina já confirmou mais de 1.500 casos e registrou uma morte pela doença, a de um idoso de 93 anos, no último dia 6 de março. A cidade tem ainda mais de 5.300 casos em investigação.