QUARTA, 28/06/2023, 15:06

Com fim do prazo de transferência dos pacientes, equipes da Saúde voltam a comunidade terapêutica interditada

Processo, segundo secretário Municipal de Saúde, está sendo feito de acordo com cada caso, já que muitos deles são de outro estado e têm decisões judiciais determinando a internação.

Um processo complexo, que envolve pacientes de outro estado e com diferentes diagnósticos. A transferência dos 160 internos da Comunidade Terapêutica Credequia foi definida pelo Ministério Público na semana passada, após uma fiscalização conjunta com vários outros órgãos, que confirmou denúncias de cárcere privado e sequestro, entre muitas outras irregularidades.

O responsável pelo estabelecimento acabou preso em flagrante e, poucos dias depois, a Vigilância Sanitária interditou a comunidade. O prazo para a transferência dos pacientes, 18 deles adolescentes, seja para retornarem às famílias ou irem para outro estabelecimento do tipo, acaba nesta quarta-feira.

Entre os muitos problemas encontrados na comunidade, segundo o MP, gente internada compulsoriamente e sem o devido registro, relatos de agressões pelos próprios coordenadores do espaço, a presença de idosos e pacientes psiquiátricos, além de receitas médicas em branco.

Em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira, o secretário Municipal de Saúde, Felippe Machado, afirmou que a transferência dos pacientes está sendo definida de acordo com cada caso. Ainda segundo o secretário, com o fim do prazo, já nesta quinta-feira, a Vigilância Sanitária e equipes da pasta devem retornar à comunidade para conferir a situação.

A maioria dos pacientes internados na Comunidade Terapêutica Credequia veio do Mato Grosso do Sul, de cidades como Naviraí, Novo Mundo, Maracaju e Nova Andradina, além da capital Campo Grande.

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