QUINTA, 04/03/2021, 19:39

Cenário da pandemia na cidade é reflexo do carnaval, afirma coordenadora de projeto da UEL que monitora números da Covid

Pesquisadora avalia ainda que novo decreto reduziu circulação de pessoas, mas acredita que para tentar frear o ritmo atual de avanço da doença em Londrina será preciso medidas mais rígidas, como um lockdown de verdade.

No início de fevereiro, há pouco mais de um mês, a professora Marselle Carvalho, chefe do Departamento de Saúde Coletiva da UEL e coordenadora do Projeto Safety, que desde o começo da pandemia faz o monitoramento da Covid-19 em Londrina, conversou com a reportagem da CBN e fez um balanço dos números da doença na cidade em janeiro.

E se os dados do primeiro mês do ano tinham batido todos os recordes até então, com 134 mortes, mais de 8.600 novos casos e ocupação de UTIs passando de 90% em vários momentos, fevereiro registrou números que seguem a mesma tendência de alta. Foram 119 óbitos, quase sete mil novos casos registrados e ocupação de UTIs quase sempre acima de 90%.

Apesar de algumas oscilações na primeira metade de fevereiro e considerando o fato de que o mês teve três dias a menos, a coordenadora do projeto da UEL avalia que os números da pandemia nesta primeira semana de março em Londrina ainda são reflexo do feriadão de carnaval, mesmo sem a festa.

Marselle Carvalho defende que as medidas da semana passada deveriam ter o prazo ampliado e completa dizendo que ainda não é possível avaliar os impactos delas nos números da doença na cidade, o que só deve ser verificado a partir da semana que vem.

A coordenadora do projeto da UEL diz que houve redução na circulação de pessoas, mas acredita que para tentar frear o avanço no ritmo atual da doença em Londrina será preciso decretar novas medidas, mais rígidas, talvez um lockdown de verdade, para reduzir a circulação das pessoas.

O projeto teve início em março deste ano com a proposta de sistematizar dados e divulgar informação científica para orientação de profissionais de saúde e da comunidade em geral. Além da professora Marselle Carvalho, a equipe do projeto é formada por outros docentes da UEL, da Unopar e da Universidade Federal do Pará.

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