QUINTA, 27/06/2019, 19:44

Casos de dengue continuam crescendo na cidade e já chegam a quase 1.600 desde o início do ano

Diretora de Vigilância em Saúde diz que cidade está à beira de uma epidemia e que só o cidadão pode mudar esse cenário. Já são oito mortes em menos de seis meses.

O último boletim semanal da dengue, divulgado pela Secretaria de Saúde na tarde desta quinta-feira, mostra que o número de casos e de notificações da doença na cidade continua crescendo, apesar da chegada do inverno e da pouca quantidade de chuva nas últimas semanas. São 1.560 casos confirmados e mais de 12.300 notificações em 2019. A incidência é de 270 casos para cada 100 mil habitantes. A média de notificações de dengue na cidade vem se mantendo em torno de 500 por semana.

A diretora de Vigilância em Saúde do Município, Sônia Fernandes, explica que com esses números a cidade está bem perto daquilo que é tecnicamente definido como uma epidemia, apesar de já estar vivenciando tudo de negativo que ela traz.

Em 2019, o município registrou oito mortes por dengue. Sete delas de pacientes residentes aqui na cidade, sendo duas delas no Panissa, e um oitavo caso de uma pessoa de Santa Cecília do Pavão, que faleceu por aqui. Com as oito mortes, Londrina lidera o ranking do estado.

De acordo com Sônia Fernandes, a principal estratégia da Secretaria, no momento, é a análise dos dados semanais e com isso a prioridade ao combate do mosquito nas áreas com maior quantidade de focos.

Sônia Fernandes afirma ainda que, no momento, não há um bairro ou região que concentre mais focos do mosquito. A diretora da Secretaria de Saúde diz também que o inseto é preguiçoso e que aquela ideia de que nos terrenos baldios estão os grandes criadouros dele é um engano. O Aedes Aegypti gosta mesmo é de um quintal e de ficar perto de sua fonte de alimento.

Sônia Fernandes diz que em função do desabastecimento do inseticida para o fumacê no país, por conta da existência de um único produtor no mundo e de problemas com a qualidade do material, Londrina tem apenas um pequeno estoque do veneno, que está sendo usado pontualmente e é suficiente para apenas mais uma semana. A diretora diz que o combate ao mosquito tem que ser feito mesmo pelo cidadão, em casa e diariamente.

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