Cadeia de Arapongas além de superlotada enfrenta problemas sérios de saúde pública, afirma diretor do Movimento Nacional de Direitos Humanos
O local está superlotado com o número de presos três vezes a mais do que a capacidade permitida.
Na semana passada a cadeia de Arapongas passou por uma vistoria, depois de um detento morrer por causa de problemas de saúde em uma das celas. Representantes da pastoral Carcerária e do Movimento Nacional de Direitos Humanos apresentaram problemas de saúde pública no local e condições desumanas.
A cadeia tem capacidade para abrigar até 40 detentos, mas abriga três vez mais, o número se aproxima de 170 internos.
De acordo com o coordenador do Movimento de Direitos Humanos, Carlos Santana, a situação é desumana. O que pode ter levado um preso a morte por meningite bacteriana no último mês.
A comitiva pretende passar por outras cadeias de cidades da região como Rolândia, Cambé, e Ibiporã. O movimento tenta um diálogo com o estado para transferência de presos.
Em nota a Secretaria de Segurança Pública do Estado – Sesp, nos respondeu o mesmo que havia respondido antes da vistoria.
Para a Sesp, trata-se de uma unidade compartilhada entre Polícia Civil e Depen. Há previsão de transferência de 10 presos para unidades penais de Londrina nos próximos dias. Um levantamento está sendo feito pela Vara de Execuções Penais de Londrina para verificar se há presos com direito a progressão de regime no interior das carceragens da região. Já foram atendidas as regiões de Ibiporã, Cambé e Ivaiporã. A ação deve ser estendida também para Arapongas nos próximos dias. A Cadeia Pública de Arapongas recebe ainda visitas semanais de um médico e órgãos de saúde que acompanham e realizam atendimento aos presos.