Antiga Rodoviária de Londrina é tombada como Patrimônio Cultural do Brasil pelo IPHAN
Conselho Consultivo do Instituto indicou por unanimidade inscrição do prédio no chamado livro do Tombo das Belas Artes.
O tombamento foi votado em reunião virtual do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), realizada na manhã desta quarta-feira. O Conselho é composto por 22 representantes de instituições públicas, privadas e da sociedade civil, e delibera sobre os registros e tombamentos de todo o Patrimônio Cultural brasileiro.
O pedido de tombamento do prédio da Antiga Rodoviária, em que hoje funciona o Museu de Arte, começou em 2011, por iniciativa da superintendência do Iphan aqui no estado. A decisão foi por unanimidade e com isso o edifício será inscrito no Livro do Tombo das Belas Artes. Segundo o Iphan, o prédio é o primeiro bem reconhecido como Patrimônio Cultural em nível nacional aqui na região e deve trazer projeção para obra. No total, o Paraná tem apenas 20 bens tombados pelo Iphan.
Com o reconhecimento pelo órgão, o edifício e seu entorno, que já eram protegidos em nível municipal e estadual, passam agora a ficar sob tutela federal e qualquer intervenção deve ser autorizada pelo Instituto, que também é responsável pela fiscalização. Inaugurada em 1952, a Antiga Rodoviária de Londrina foi projetada pelos arquitetos João Batista Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi em 1948.
O edifício, a primeira obra de Artigas a ser tombada pelo Iphan, tem traços da arquitetura moderna e marca a ocupação da região norte a partir da cultura do café e da imigração polonesa e ucraniana no pós Segunda Guerra Mundial.
A diretora de Patrimônio Artístico e Histórico Cultural da secretaria Municipal de Cultura, Solange Batigliana, ressalta a importância do tombamento para Londrina e região, não só pelas características arquitetônicas da antiga rodoviária, mas principalmente pela história que carrega.
Para o relator do tombamento no Iphan, a construção pode ser considerada um símbolo do desenvolvimento e da modernidade.
A diretora de Patrimônio Artístico e Histórico Cultural do Município explica que, no ano passado, o prédio já recebeu uma série de melhorias e diz que o tombamento dá mais visibilidade à obra e com isso deve facilitar a viabilização, em nível federal, de futuros projetos para revitalizar o prédio.
Segundo o Iphan, a responsabilidade pela conservação, uso e gestão do prédio continua sendo da Prefeitura de Londrina. O tombamento também não interfere nas competências de outras esferas, como Governo do Estado e demais áreas da administração federal.