QUINTA, 23/07/2020, 11:49

17ª Regional de saúde afirma estoque de sedativos para UTI está controlado

Ao contrário de outras regiões, hospitais públicos e privados de Londrina dizem ter medicamentos para os próximos meses

O secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, afirmou que alguns medicamentos usados para manter pacientes das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) sedados e entubados devem acabar em quatro dias. Ele disse ainda, na quarta-feira, que em alguns hospitais particulares chegou a faltar remédios e a Secretaria de Estado da Saúde (SESA) teve que doar. Mas, segundo informações da 17ª Regional de Saúde, a situação por aqui não é essa. Os hospitais Universitário (HU), Zona Norte (HZN) e Zona Sul (HZS) têm medicamentos e estão com uma situação controlada. A Regional não detalha números, nem por quanto tempo dura o estoque.

O levantamento feito pela reportagem revela também que a Santa Casa de Londrina já está com um protocolo diferente para fazer a substituição de medicamentos, o que já acontece nos demais hospitais. Segundo as assessorias de imprensa, o Hospital Evangélico (HE) e o Hospital do Coração (HC), as direções não detalham a quantidade de medicamentos, mas afirmam que os estoques estão completos.

A SESA, por meio de nota, confirma que ocorreu um aumento expressivo, em todos os hospitais, no consumo dos medicamentos utilizados na intubação, sedação e analgesia de pacientes que têm complicações da infecção pelo novo coronavírus. Além disso, afirma que “por meio do Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) realiza rotineiramente a aquisição desses medicamentos para abastecimento da rede hospitalar própria do estado, constituída por 14 hospitais. Com o aumento no consumo desses itens, o Cemepar intensificou a frequência de aquisições para evitar o desabastecimento da rede própria”.

Ainda de acordo com a nota, “apesar da responsabilidade pela aquisição dos medicamentos utilizados em âmbito hospitalar ser do próprio hospital, ou das secretarias municipais, nos casos em que os hospitais são da gestão direta dos municípios, neste cenário de risco iminente de desabastecimento, a SESA/PR também está tomando as seguintes providências para o enfrentamento da situação:

• Aquisição por meio de Atas de Registro de Preço vigentes de medicamentos alternativos ou adjuvantes aos analgésicos e sedativos preferencialmente utilizados;

• Aquisição emergencial, por dispensa de licitação (DL), dos principais itens considerados prioritários”.    

Por Claudia Lima

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